quarta-feira, 29 de julho de 2009

Saudade se calcula?

Começei a escrever um comentário no lindo post abaixo mas sinceramente, vale um post inteiro.


Nós dois sabemos muito bem o significado e a importancia da palavra saudade. Uma pessoa iluminada sempre diz que é muito bom sentir saudades e elas são um sinal muito claro do tamanho do amor daqueles que a sentem.


A rotina de trabalho e compromissos faz com que fiquemos longe grande parte do dia. E cada vez que saio pela porta ou deixo a Leti na agência bastam 15 segundos para que as saudades batam e uma vontade enorme de que o dia passe voando toma conta de mim. “Sentir saudades durante o dia é um ótimo sinal”


Nas viagens frequentes da Leti o assunto fica ainda mais sério. A distancia e o fato de não poder voltar para casa e ter ela bem perto de mim me deixam em coma. É como se o blilho da vida se reduzisse, a inensidade das cores diminuisse e a trilha sonora da vida se abafasse. Me coloco quase que em uma terapia ocupacional. Dirijo mais devagar, trabalho mais, corro por mais 15 minutos, vou andando para o trabalho. Tudo para esticar as atividades tentando encurtar o tempo.


Tudo em vão. Os segundos se arrastam e o referencial de tempo é muito mais de um salto de paraquedas do que de uma sala de espera de aeroporto. Cada segundo equivale a horas. E as saudades vão crescendo como na sequencia de Fibonacci. Aumentam a cada dia num sinal evidente do tamanho do meu amor. Que acompanha as saudades e cresce a cada dia.


Junto com a falta e o vazio de não ter a minha Leti ao alcance das mãos tenho a alma cheia de alegria por saber que ela volta, e sempre direto para os meus braços.


Sabado chega já e conseguimos acalentar as saudades, até porque não sou nem louco de matá-las.


Te amo!

Longe e perto

Agora que nosso querido blog está fechado pra balanço, do resto do mundo  (nåo nosso obviamente) fiquei mais a vontade pra falar nisso.

Me senti culpada por ter ficado tåo tåo triste na véspera de vir pra LA. Fiquei tentando culpar os dias dificieis de trabalho, possíveis demissøes na agencia, TPM, incomodaçåo, e um mix de tudo, mais a viagem em si.

Mas nåo, no fundo voei pensando nisso o tempo todo,  estava triste por me afastar, por ter que dar pausa na nossa vida maravilhosa cada vez que faço uma viagem de dez dias ou uma semana. É um quarto do mes, 25% do nosso tempo, pra mim é muito. Me senti culpada por nåo conseguir olhar para uma grande oportunidade de trabalho e valorizar de fato, por nåo conseguir vibrar trabalhar com um puta cliente incrível fora do país, com uma grande marca. É o sonho de muita gente, foi o meu muito tempo, assim como tantos outros  sonhos profissionais que tive, e ainda tenho.

Sigo tendo sonhos e vontades em relaçåo a conhecimento, carreira, aprendizado. Acho que sempre terei, afinal já te falei algumas vezes que nåo sou de plano de B, sou uma pessoa de plano A, de apostar tudo no 28 preto. E ponto.

Nåo me sinto errada por isso, e também é por esse motivo que ainda coloco em queståo  sofrer em relaçåo a viagens pela vida pessoal. Mas sou feliz com a saudade, sou feliz com essa dor de estar longe, sou feliz porque é dificil pra mim me afastar da nossa vida, de ti. Detesto, e cada dia detesto mais.

Senti culpa e a culpa passou. Vejo as oportunidades, mas já nao curto ter que abrir måo da vida pessoal me afastando fisicamente do que eu amo, e  de quem eu amo, para crescer na carreira. Fiz isso anos, fiz 40 viagens ao ano, fiz isso por muito tempo, ou até tempo demais, com vontade , com felicidade. Os desafios que vinham com as viagens me saciaram intelectualmente e profissionalmente. Passou a angústia, e deixou de ter graça ter tres tamanhos de mala no quarto, uma necessaire pronta, uma geladeira vazia igualzinha ao coraçåo. Sou feliz porque meu coraçåo é cheio de amor, alegria e paixåo. E como quem ama cuida, e quem cuida tem (diria o meu sábio marido), quero cuidar todos os dias, regar, e sempre colher. De perto, bem de pertinho.