quarta-feira, 24 de março de 2010

Será possivel?

Pois é. Aqui estou eu ao final de uma quarta relativamente tranquila sozinho em casa com os piticos dormindo no quarto deles e a Faísca roncando na sala.


A Leti está no reino de Chaves bem na época das chaves. Numa loucura de trabalho equivalente a perturbação da mente do governante daquele país.


Esse longo periodo tão longe da minha Leti me mostrou uma série de coisas. Mostrou principalmente como nesses nossos 13 anos de vida juntos ela conseguiu despertar o melhor de mim.


Sobrevivi a um final de semana em carreira solo com os piticos. Nunca imaginei que fosse possivel. Mas foi até relativamente tranquilo. Se não fosse o surto da Luluca aos 45 do segundo tempo chegaria ao final de domingo completamente descansado.


Nada melhor do que aproveitar a distancia da minha Leti e aprveitar para fazer nossa vida andar ainda mais adiante. Tramites e burocracias foram sendo reslvidos sem maiores traumas.

Nossa banheira, o carro dela, já voltou a rodar macio, depois da troca de rolamento tão adiada pela falta de tempo, tempo que hoje me sobra, afinal não consigo praticar o meu hobby preferido que é estar o maior tempo possivel junto dela. Literalmente junto.


Acho que a energia para fazer isso tudo vem de uma fonte inesgotável. Temos uma conexão 12G, banda über larga. A ponto de mesmo estando 4.378km longe sinto minha Leti exatamente aqui ao meu lado. Dando força, apoiando e fazendo as coisas acontecerem.


Sabe aquele história de quem tem um membro amputado e segue sendindo que ele ainda está lá.

Comigo é exatamente assim. Mesmo com a distância posso senti-la exatamente aqui. Como se nunca tivesse embarcado para a Venezuela.


Outra coisa que não imaginei que fosse possivel seria suportar esses oito longuissimos dias na mais completa apinéia. Amanhã a essa hora já estaremos bem juntos de novo, com uma série de itens encaminhados e um horizonte cada vez mais límpido para seguirmos caminhando juntos. Que bom que o tempo passa.

Ajuda a assentar uma série de coisas e quanto mais se acomodam, mais sólidas ficam.


Obrigado meu amor e seja bem vinda de volta.


Te amo.


Fefê

Sempre acho que cheguei no limite da saudade que poderia sentir nessas viagens.
Mas não. Cá estou eu há exatos oito dias loooooongos em Caracas. Falar desse lugar aqui é um capítulo a parte, então vamos deixar pra lá. Mas dessa vez, mais do que em qualquer outra viagem até o momento, queria estar com o Fefê. Primeiro porque é bem ruim ficar longe, segundo porque queria estar em SP, em casa, curtindo a fase.
Na nossa vida atualmente temos um apto, nossa nova casa, cujas chaves serão entregues agora. Estamos no momento delicioso de escolher coisas, fechar marcenaria, iluminação, mil detalhes, fazer reuniôes com a arquiteta, mandar coisas pra nossa arquiteta-irmã olhar também, assinar contrato, preparar documentação e outros mil trâmites. Além disso, daqui a um mês estamos viajando para as nossas maravilhosas férias na California, com direito a Vegas, highway one e um roteiro maravilhoso, que ainda não foi totalmente decidido e nem curtido.
Enquanto isso eu estou aqui. Mas o Fefe está lá. Achei surpreendente e absurdo como ele consegue ver impostos do ape, esclarecer dúvidas, falar com a camargo, cobrar e aprovar custos da arquiteta, falar sobre próximos passos de chaves e tramites, levar meu carro na oficina, consertar e ainda buscar (sendo que nada é facil assim morando no itaim, indo ao mecanico no Morumi e trabalhando no Jardim Europa) passar o findi com as crianças, comprar presente de aniver pra d.Dulce e ainda estar lá lindo no sábado com Rafa e Luiza comemorando o aniversário dela, preencher dados e enviar para o apto, passar a quarta com as crianças, fazer combinações incríveis com a empregada (nova) e ainda me apoiar nos meus momentos de saudade, calor , desespero e falta de paciência.
Obrigada meu amor, por cuidar da nossa vida tão bem sempre, inclusive quando pra mim é impossível te ajudar em qualquer coisa.

Saudade Giga. Te amo.
*Leti

sexta-feira, 5 de março de 2010

Presente e futuro

Minha maior companheira me deu de presente o meu maior companheiro.

Não a Leti não me presenteou com um cachorro. Até porque já temos um. Ou melhor, uma cachorra, ou melhor um porco.

Trata-se do objeto com que mais tenho intimidade. Ele faz parte de mim e guia meus passos a aproximadamene 34 anos. Desde o minuto em que me levanto até a hora de dormir eles ficam confortavelmente instalados e nem são notados.

Me acompanham ao longo da vida e só me desgrudo deles por alguns momentos no meu dia.

Claro que a pessoa que melhor me conheçe só poderia me dar de presente algo que é absolutamente essencial para mim.

Provavelmente já devem saber que estou falando de óculos.

Hoje a Leti me deu de presente de aniversário adiantado lindos óculos novos, escolhidos por nós dois que vão fazer com que eu a veja ainda melhor.

Que bom que tenho hipermetropia e a correção feita pelas lentes é para a visão de perto. Muito perto, onde eu espero que minha Leti esteja sempre. E estará.

Leti! Obrigado pelo presente maravilhoso.

Faz tempo que você me faz enxergar as coisas de uma maneira muito mais clara e olhar a vida através das lentes do teu coração. Obrigado, obrigado e obrigado.

Te amo.


Fefê.