terça-feira, 3 de novembro de 2009

Finados com sol




Nesse último feriado aconteceu o nosso batismo em praias paulistanas.

Já estivemos juntos as areias de Ipanema e foi em um rarissimo finados ensolarado que
fomos a Ubatuba.

Mais precisamente a Praia do Pulso.
Um pequeno trecho do recortado litoral de Ubatuba. Praia quase particular, com acesso apenas pelo mar ou pela restritiva portaria do comndomínio.

Começamos nossos 3 dias que valeram por 10 acordando bem cedo no sabado e caindo na Estrada as 4h00 da manhã.
Viagem tranquila e nossa ximbica nos levou em 3 horas até aquele pequeno pedaço de tranquilidade.

Com direito ao sol nascendo no horizonte e já que a Leti dormia, Shine on Your Crazy Diamond tocando no rádio. Pois é, ela não curte Pink Floyd. Acho que resolvo isso com o tempo.

Chegando a Praia do Pulso, com a ajuda do GPS, “nossos anfitriões”, Maria e Rodrigo descansavam da madrugada na estrada. Ajeitamos nosso quarto e cochilamos por pouco mais de uma horinha.

Acordando um sol esplendoroso brilhava lá fora. Foram três dias de perfeita sintonia e muito tempo junto da minha Leti. Nos tragos, nos rangos e principalmente na cabeça sendo esvazida como uma banheira quando puxamos a tampa.

Passamos os três dias e algumas caipirinhas memoraveis por conta do Rodrigo, Micheladas e Bloody Marys feitos pela Leti e Maria e muito sol, mar e boa música.

Tenho certeza que o perrengue do trânsito na volta será esquecido instantaneamente quando nosso próximo final de semana pintar no horizonte.

Tudo absolutamente perfeito, dando uma boa prévia do astral da nossa noa cabana.
As saudades dos piticos são grandes depois de um tempo longe deles mas amanhã no almoço já irão lá para casa e elas serão devidamente matadas. E logo mais um findi inteirinho junto deles. Já com as baterias devidamente recarregadas.

Obrigado a Maria e Rodrigo. A você Leti, nunca conseguirei agradecer por fazer cadia dia ser melhor que o anterior.

Tenho certeza que com você ao meu lado a previsão para os feriados é de céu azul, sol e muito calor, independente do tempo lá fora.

Beijos!

Fefê.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Reabrindo


Hoje é um dia importante. Tão importante quanto tantos outros, porque estamos felizes e juntos.
É um dia feliz também por ser sexta, por termos os piticos conosco no final de semana, porque ontem fez oito meses desde o dia 22 de fevereiro, carnaval do Rio. Oito meses que são comemorados como oito anos, porque sentimos como se fossem.
Só temos que comemorar. Mas hoje temos uma razão especial, afinal o Fefê assinou aquele papelzinho que faz dele um homem oficialmente livre para a lei brasileira. Pra nós, faz diferença por dois motivos: o primeiro é o fato de acreditarmos que quanto mais resolvida a vida, mais a energia flui; e o segundo é que finalmente estamos reabrindo esse blog. Coisa boa.


* Leti

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Our family


Dei uma navegada num blog de uma designer muuuito bacana que chama Blanca Gomez. Ela é Espanhola e tudo é muuuito bonitinho. O blog é despretencioso e cheio de graça, vale a pena: http://www.cosasminimas.com/

E lá, achei essa ilustração muito linda, que mais parece a nossa familia.

Bjos.

Leti



segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O Rancho

Mais uma ida ao Rio com o meu Fefê. Dessa vez de carro, em compensação ficando no Hotel Everest.
A viagem foi incrível, com muita conversa boa, muita música e eu dormindo durante alguns trechos. Mas contando com a grande compreensão do meu marido/amor/companheiro/amigo. Afinal, tem que ser no mínimo tudo isso pra ver a sua parceira de viagens ali capotada, achar ótimo, e seguir com o bom humor que é só dele.
Mas estou escrevendo pra contar o motivo da nossa viagem: fomos na festa de 30 anos do Rancho Santa Mônica, colônia de férias no RJ à qual o Fefê freqüentou durante toda a sua infância e adolescência. Primeiro como ´rancheiro´ (aprendi a expressão lá) e depois como monitor.
Pra mim ir na festa de comemoração do rancho era natural, e mais do que isso um grande prazer, afinal é parte da vida dele. Lá pelas tantas o Fefê começou a demonstrar alguma preocupação em relação a mim, um certo medo que eu não me sentisse bem porque o assunto seria todo a respeito do passado, das tais mil férias que todos passaram juntos e naturalmente só existiriam assuntos que eu não entenderia. Claro que eu estava tranqüila, afinal não havia problema nenhum em relação a boiar totalmente nos assuntos todos, porque ele estaria lá, comigo, além de vários amigos que agora já considero meus, e além da família que também considero minha. Então tudo certo. Mas preciso confessar que me deu um certo frio na barriga saber que por ali deveriam ter ex-namoraditas, ex-paqueras, ex-coisas quaisquer que poderiam me deixar com um certo ciúme gigantesco. Mas me controlei.
O mais engraçado é que as outras mulheres que não ifrquentavam a colônia de férias também tinham a mesma preocupação, então acabei não me sentindo tão tola, o que foi ainda melhor.
Festa, comida, lugar, e amigos ótimos. Homenagens e vídeos cansativos, mas eu esperava totalmente. Música meio bizarra, ainda assim divertida, mas devidamente esperada também. Mas como sempre o meu Fefê me surpreendeu.
Por mais que ele estivesse num lugar ao qual uma parte de sua vida pertence totalmente, colocou muito da sua energia para me fazer pertencer também. Me chamou para dançar quando estava lá com seus amigos de infância, me olhou o tempo todo, me apresentou para as pessoas, me explicou os assuntos, sentou ao meu lado, dançou, enfim, se dedicou completamente a me fazer ter a melhor comemoração do mundo do rancho Santa Monica e achar aquele um momento inesquecível. Mesmo sendo a primeira vez que me deparava com o assunto colônia de férias na vida (fora naturalmente o que ele havia contado) e mesmo não tendo a mais vaga idéia de como deve ter sido passar a infância lá.
Talvez a atitude toda pareça básica quando se é casado, mas não é. E valorizo absolutamente, porque percebi toda a preocupação em me fazer me sentir bem, toda a consideração extra-plus que só me surpreendeu. E por isso me senti ainda melhor, ainda mais feliz, já eu já estava bem, estava ótima aliás. Afinal eu estaria em qualquer lugar, só porque estava com ele.

*Leti

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Saudade se calcula?

Começei a escrever um comentário no lindo post abaixo mas sinceramente, vale um post inteiro.


Nós dois sabemos muito bem o significado e a importancia da palavra saudade. Uma pessoa iluminada sempre diz que é muito bom sentir saudades e elas são um sinal muito claro do tamanho do amor daqueles que a sentem.


A rotina de trabalho e compromissos faz com que fiquemos longe grande parte do dia. E cada vez que saio pela porta ou deixo a Leti na agência bastam 15 segundos para que as saudades batam e uma vontade enorme de que o dia passe voando toma conta de mim. “Sentir saudades durante o dia é um ótimo sinal”


Nas viagens frequentes da Leti o assunto fica ainda mais sério. A distancia e o fato de não poder voltar para casa e ter ela bem perto de mim me deixam em coma. É como se o blilho da vida se reduzisse, a inensidade das cores diminuisse e a trilha sonora da vida se abafasse. Me coloco quase que em uma terapia ocupacional. Dirijo mais devagar, trabalho mais, corro por mais 15 minutos, vou andando para o trabalho. Tudo para esticar as atividades tentando encurtar o tempo.


Tudo em vão. Os segundos se arrastam e o referencial de tempo é muito mais de um salto de paraquedas do que de uma sala de espera de aeroporto. Cada segundo equivale a horas. E as saudades vão crescendo como na sequencia de Fibonacci. Aumentam a cada dia num sinal evidente do tamanho do meu amor. Que acompanha as saudades e cresce a cada dia.


Junto com a falta e o vazio de não ter a minha Leti ao alcance das mãos tenho a alma cheia de alegria por saber que ela volta, e sempre direto para os meus braços.


Sabado chega já e conseguimos acalentar as saudades, até porque não sou nem louco de matá-las.


Te amo!

Longe e perto

Agora que nosso querido blog está fechado pra balanço, do resto do mundo  (nåo nosso obviamente) fiquei mais a vontade pra falar nisso.

Me senti culpada por ter ficado tåo tåo triste na véspera de vir pra LA. Fiquei tentando culpar os dias dificieis de trabalho, possíveis demissøes na agencia, TPM, incomodaçåo, e um mix de tudo, mais a viagem em si.

Mas nåo, no fundo voei pensando nisso o tempo todo,  estava triste por me afastar, por ter que dar pausa na nossa vida maravilhosa cada vez que faço uma viagem de dez dias ou uma semana. É um quarto do mes, 25% do nosso tempo, pra mim é muito. Me senti culpada por nåo conseguir olhar para uma grande oportunidade de trabalho e valorizar de fato, por nåo conseguir vibrar trabalhar com um puta cliente incrível fora do país, com uma grande marca. É o sonho de muita gente, foi o meu muito tempo, assim como tantos outros  sonhos profissionais que tive, e ainda tenho.

Sigo tendo sonhos e vontades em relaçåo a conhecimento, carreira, aprendizado. Acho que sempre terei, afinal já te falei algumas vezes que nåo sou de plano de B, sou uma pessoa de plano A, de apostar tudo no 28 preto. E ponto.

Nåo me sinto errada por isso, e também é por esse motivo que ainda coloco em queståo  sofrer em relaçåo a viagens pela vida pessoal. Mas sou feliz com a saudade, sou feliz com essa dor de estar longe, sou feliz porque é dificil pra mim me afastar da nossa vida, de ti. Detesto, e cada dia detesto mais.

Senti culpa e a culpa passou. Vejo as oportunidades, mas já nao curto ter que abrir måo da vida pessoal me afastando fisicamente do que eu amo, e  de quem eu amo, para crescer na carreira. Fiz isso anos, fiz 40 viagens ao ano, fiz isso por muito tempo, ou até tempo demais, com vontade , com felicidade. Os desafios que vinham com as viagens me saciaram intelectualmente e profissionalmente. Passou a angústia, e deixou de ter graça ter tres tamanhos de mala no quarto, uma necessaire pronta, uma geladeira vazia igualzinha ao coraçåo. Sou feliz porque meu coraçåo é cheio de amor, alegria e paixåo. E como quem ama cuida, e quem cuida tem (diria o meu sábio marido), quero cuidar todos os dias, regar, e sempre colher. De perto, bem de pertinho.  

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Post Colaborativo


Eram 17h30. Acabava de voltar de uma reunião e com a chuva que caia em São Paulo já sabia que teria vida dura para chegar ao Aeroporto. O taxi que pedi nunca chegou para me apanhar e graças ao Daniel que “dadivosamente” como diria a Maria me levou até Congonhas. Um aeroporto lotado, tipico de véspera de feriado me separava da minha Leti. A telelfonia não ajudava e a comunicação entre nós estava um tanto truncada.
Com 1 hora de atraso embarquei. Vôo tranquilo, tomei um Taxi e cheguei ao nosso Cortiço praiano. Leti já me esperava no Hostel Bonita em Ipanema. Me informei onde ficava o quarto e voei para encontrá-la.

Eu, que havia tido dois dias de bastante trabalho no Fashion Rio e estava morta, mas principalmente morta de saudade, esperava no nosso maravilhoso Hostel. Não sem antes ser surpreendida pelo Fefê me ligando e perguntando se tinha alguém comigo no quarto, já que o mocinho da recepção informou que havia um casal paulista já hospedado no numero 16 (obvio, eu e ele). Morri de rir.
Bonita Ipanema é um Bed and Breakfast bem caro para o que oferece. E olha que oferece bastante: local previlegiado, do lado do posto 9, atmosfera super jovem, com mil europeus e gringos de todas as espécies loucos para fazer amigos. Mas o quarto é pequenininho, o chuveiro falha, e a limpeza diária não é lá essas coisas. Mas esperar o Fefê com um feriado inteiro pela frente, sem dúvida era o melhor que a vida podia me dar naquele momento (e em qualquer outro, diga-se de passagem).
E lá estava ele, pós-vôo atrasado, pós-dia de trânsito infernal em SP, pós-telefones que não funcionavam. Vestido com roupa de trabalho em Sampa, mas absolutamente cheio de bom humor e com um sorriso imenso. Só pra mim.

Claro que ao abrir a porta nem reparei no nosso quarto. Só via a Leti e mais nada. O sorriso iluminado aqueles olhos lindos aununciando os dias incríveis que nos esperavam na cidade maravilhosa. Logo nos juntamos a Cintia e Maria que estavam por lá e saímos em busca de um bar para tomar um Chopp. Depois de caminhar um pouquinho chegamos ao Belmonte, boteco clássico com várias filiais espalhdas pela zona sul. Linguiçinhas para beliscar, Chopp bem tirado e o acompanhamento básico quando juntamos Leti, Cintia e Maria, uma dose cavalar de diversão de bobagens. Muita risada, um papo delicioso que me fez esquecer na hora o perrengue do aeroporto e me fez aterrisar definitivamente no Rio.

Dia seguinte era só quinta-feira e ainda tínhamos todo o feriado pela frente. Começamos o dia encontrando a Cintia, junto com a Maria, no Cafeína do Leblon. Me fez lembrar o Carnaval, quando tomávamos café lá todos os dias e conheci o Fefê. Parece que este Rio de Janeiro do Carnaval foi há exatamente 50 atrás. Demos nossa primeira caminhada com garoa até Ipanema e passamos umas horinhas de muita chuva nosso cortiço praiano descansando até visitarmos o Nelsinho, amigo do Fefê, e suas três meninas (a esposa Isabela, e as gêmeas lindas Marina e Joana). E obviamente para estarmos devidamente inteiros para a nossa estréia na Lapa, colocando toda a nossa dança de salão em prática.

A Lapa era o destino. Mais precisamente o Rio Cenário. Pouco antes de saírmos meu telefone toca, era o Gui aqui da agência. Disse a ele onde iriamos e ele topou imediatamente. Passou de taxi pelo cortiço junto com sua mulher a Karen e nos mandamos para a Lapa. Com a Leti no Taxi a diversão é garantida. Sentado no banco da frente via o taxista rindo um bocado das pérolas que ela dizia. Chegando a baladita já deu para sacar o ambiente. Casarão gigante, samba de qualidade ao vivo e uma quantidade de tipos tão diferentes quanto o número de ambintes. Biritas em punho e nos pusemos a dançar. A diversão rolou de 22h00 até as 2h00 non stop. Alternando muito Samba com pitadas de Tecnhobrega. Felicidade e muito samba para justificar nossas aula de dança de salão. Por volta de 1h00 Karen e Gui nos deixaram, seguimos por mais uma hora e fechamos a noite com um pedido que é a cara da Leti. "Quero muito comer um Cheetos". Cada vez mais ela me surpreende. Tomamos nosso taxi de volta ao cortiço nos deliciando com os salgadinhos preparando o espírito para a sexta feira que já tinha chegado.





Surpreendente é a facilidade do meu Fefê para a dança. Pra quem me mandou comprar coturnos para as aulas (afinal os ferimentos supostamente seriam graves com tantas pisadas) e arrasou nas pistas de primeira. Só comendo Cheetos para comemorar! Dia seguinte tivemos um leve sol antes da chuva que nos brindou novamente e aproveitamos para correr, na companhia da Maria. Muito divertido, e ainda bem que ela estava ali pra me ajudar a convencer o Fefê a correr na frente em sua velocidade normal de quem tem pernas de dois metros. Ao invés de me acompanhar tendo que pular pra se manter no meu ritmo. Depois disso, achando meio programa de gringo, fomos no Porcão com a Cin e Rodrigo, nós cinco. E foi pura diversão. Chuva bombando lá fora e nosotros mandando muita carne com caipirinha.

Saimos rolando do Porcão e voltamos caminhando para o nosso cortiço que ficava na mesma rua. Garoa caíndo e tratamos de dormir um pouco, afinal, a noite voltariamos a Lapa. Dessa vez Maria se juntou a nós no samba. Chovia um bocado quando chegamos ao Carioca da Gema. Fila na porta, uma certa confusão antes da entrada mas nada que atrapalhasse mais uma noite divertidissima. O casarão, bem menor que o Rio Cenário estava lotex. Descolamos um cantinho onde podiamos evoluir com algum espaço com nossos passos de dança. E tratamos de dançar. Horas depois, já acabados e com o estabelecimento bombando nos mandamos. Dessa vez o rango pós balada seria no Bob’s. Tipicamente carioca e delicioso. Sugestão da Leti, claro. Não rolou, estava fechado e terminamos matando a fome numa das tantas casas de sucos da cidade. X-Egg, suco de Tangerina e estavamos listos para dormir um merecido sono.



Descobrimos que dançar muito e beber pra não desidratar definitivamente não deixam nenhuma ressaca.
Por isso acordamos cedinho no sábado para o nosso primeiro dia de praia. Estava um frio de rachar em Ipanema, dava até pra blusão de lã, mas não tínhamos levado. Baita vontade de acender uma lareira na beira do mar, mas as horinhas de praia ao lado da Maria e depois Cintia e Rodrigo não ficaram menos agradáveis por isso. Mais uma descansada e lá pelas cinco decidimos ir a pé no Gula Gula de Ipanema, curtindo uma caminhada gelada (para padrões cariocas) com solzinho. Na esquina o amigo Nelsinho do Fefê avisou de surpresa que nos esperava lá com uma mesinha, junto com as suas três meninas. Foi ótimo, horas definitivamente divertidas antes de darmos um tempo até o nosso jantarzinho romântico no Zazá.



Como não nos apegamos a datas nada melhor que comemorar o dia dos namorados no dia seguinte. Lá fomos nós, por indicação da Leti ao Zazá Bistrô. Saimos um pouco mais tarde do que imaginavamos. O papo esticou antes da saída e lá fomos nós caminhando até o deliciososo restaurante. Sem espera, logo nos sentamos. Ambiente delicioso, atendimento über simpático e uma comida ótima. Ceviche e drinks descolex para abrir os trabalhos que se seguiram com pratos deliciosos tudo regado a muita conversa e aquela sensação de felicidade por estar ali. Subindo as escadas o banheiro incrível tinha uma frase adesivada que diz muita coisa: “Admiro mulheres com passado e homens com futuro”. Caminhamos felizes de volta ao nosso cortiço. Amanhã seria nosso último dia pelo Rio, ou quase.

Domingo acordamos felizes, como em todos os outros dias. Apesar de ser o ultimo, aproveitamos tanto que nem deu aquela dor no coração de deixar a cidade maravilhosa e ter apenas algumas horas pela frente por lá. E mais ainda porque fomos presenteados com um lindo dia de sol, sem frio. Fomos correr, e fiquei feliz de ter conseguido acompanhar um pouco mais o Fefê, afinal depois da minha cirurgia ainda não tinha conseguido fazer nenhum exercicio de verdade. O melhor foi ver aquele povo todo na rua de novo, depois de vários de dias de chuva e frio, lotando o calçadão e uma das pistas da Vieira Souto. Depois, horas de praia com calorzinho e biscoito Globo.

Como já estávamos em ritmo de despedida e nos devíamos uma comidinha trash da madrugada em que não conseguimos ir no Bob´s, resolvemos matar a vontade depois da praia, morrendo de fome. E realmente, foi a melhor decisão de todas, antes de darmos mais uma caminhada de volta a nossa casa-carioca. Afinal precisávamos terminar de arrumar a favela que montamos em nosso quarto nos dias todos em que passamos no Rio. Já estávamos com saudade do feriadão. Mas como adoramos a nossa vida, também já estávamos com saudade dela.




Malas prontas e todos os sinais dos 4 dias maravilhosos que passamos por lá estavam reunidos nas nossas 2 malas, as lembranças na mente, as imagens na camerazita. Tudo é muito intenso e cheio de contraste com a Leti ao meu lado. O desconforto nunca é tão desconfortavél, o tempo ruim nunca é tão chuvoso, o garçom ruim sempre mereçe os 10%. Tomamos o taxi para o Aeroporto e já combinando a pizza que comeriamos de volta em casa uma surpresa nada agradável. O atendente do balcão me comunicou que minha passagem havia sido comprada com volta no dia 14 de julho. Não acreditava na minha burrice e cheio de vergonha pelo vacilo via minha Leti super tranquila ao meu lado.

Considerando apenas que essas coisas acontecem mesmo, e acontecem com qualquer um, simplesmente marcamos a passagem para o dia seguinte. Claro, mais cara, e com a chatice pelo desconforto do imprevisto. Mas esse não é exatamente um problema que não possa ser resolvido com paciência e uma noite num Ibis baratinho qualquer. E foi isso que fizemos. Fomos pro Ibis ao lado do aeroporto, comemos queijo quente, sufflair, conversamos e demos muitas risadas. Definitivamente, ter que acordar as 4h10 pra pegar um vôo e ir trabalhar deve ter a importância que merece, isto é , nenhuma. Não parei de lembrar do quanto os dias no Rio foram maravilhosos e divertidos. E do quanto os próximos dias em casa seriam incríveis também, afinal o que deixou a viagem ao Rio perfeita foi a companhia do Fefê. E por sorte, ele vai continuar me acompanhando, espero, que o resto da vida.

Desembarcamos em Congonhas de baixo de um baita frio. Logo nosso Taxi chegou para nos apanhar e com a benção de poder circular pelos corredores de ônibus, em minutos estávamos em casa. Uma das coisas mais gostosas quando se viaja é voltar para casa. E voltar junto com a Leti é ainda mais incrivel, saber que ela estará sempre ao meu lado fazendo com que tudo seja muito especial. Fico ainda mais feliz porque viajaremos muito por toda a nossa vida. É um esporte que adoramos praticar Seja para Sidney, San Francisco, Campinas, Porto Alegre ou Rio de Janeiro voltarei sempre feliz e cheio de lembranças maravilhosas que costuram as nossas vidas. Leti, obrigado pela companhia nessa viagem e para o resto da vida.

Obrigada a ti, meu amor.


sábado, 23 de maio de 2009

De tecnologia eu quero distância.

Na segunda se encerra a semana da Leti na Alemanha. Hamburgo e Berlim. A pimeira a trabalho a segunda a passeio. De São Paulo a Berlim são 10.004 km de distância. Nada fácil suportar esse longo periodo associado a enorme distância.

Gigantes também foram as minhas saudades nesses 7 dias.


Só não foram maiores pois a tecnologia me ajudou um boacado a não ter uma síncope.


Ao encerrar a última sessão no skype com a Leti hoje a noite imaginei que pudesse escrever um post sobre essa fantástica tecnologia.


Não seria possivel sequer sonhar com algo assim ha 10 anos atrás.


Basta um computador (Macintosh de preferencia) com uma câmera e conseguimos ficar frente a frene com aqueles que estão a quilometros de distância. Frente a frente mesmo, com uma absurda qualidade de imagem e som. Conseguindo ouvir cada suspiro, enxergar cada expressão e por alguns minutos, na verdade vários minutos, ter alguém que tanto nos falta, muito perto. E por instantes esquecer toda a distância e o tempo que nos separam.

Encerrava cada uma das nossas várias sessões de Skype extremamente feliz e com saudades absurdas.


Tambem me ajudaram a apaziguar as saudades uma outra tecnologia, o SMS. Mensagens rapidinhas vão informando por onde se anda, o que se vê, se sente e muito mais. Escreve-se aqui e se lê do outro lado do mundo em segundos.


Some-se a tudo isso as imagens colocadas no Flickr que não fazem com que ninguem tenha que levar rolos de filme para revelar antes de mostrar como foi a viagem ou melhor, extinguiu aquelas longas e sonolentas sessões de projeção de slide.


Além claro do celular que enterrou aquela frustação de ser informado que a pessoa querida que estava tão longe havia ligado e não nos encontrou. O telefone toca e com som cristalino podemos conversar em qualquer lugar.


Tenho que confessar que tive que buscar muito equilibrio e concentração para não falecer de saudades e agradeci cada segundo por ter todas essas tecnologias ao meu lado. 


Sinto pena de não termos ainda uma tecnologia de teletransporte. Vamos esperar afinal do jeito que as coisas andam em beve, não tão breve assim, conseguiremos nos transferir como uma foto ou um arquivo para o outro lado do mundo.


Bem vinda de volta minha Leti. Contei os segundos para te encontrar sem nenhum device nos intermediando. A hora chegou. Boa viagem e bom retorno.


* Fefê

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Dicas


Hoje foi um dia bem atípico pra mim, enquanto viajante passeando. Só passeando não é verdade. Afinal fiz conference call, chequei muitas vezes e-mail e meu telefone não parou. Mas acordamos, eu e minha companheira Sumara, tarde, bem tarde. Resquício do cansaço absurdo de Hamburgo, certamente. Almoçamos com um amigo da TBWA Hamburgo e demos várias voltas bacanas. Tudo com sol, calorzinho leve, e muita risada. Claro que eu mesma poderia ter buscado na internet um bairro super descolado, mas o Fefê se ofereceu para fazer isso, demais. Não perdi nenhum minuto da tarde que durou até 9h da noite, quando voltei ao hotel destruída e não estava com a menor cara de que ia escurecer em algum momento. Conhecemos o Mitte, na verdade eu já conhecia. É um bairro muito descolado, com astral de Soho Berliner, incrível. E mais ainda com um clima gostoso, e um dia lindo.
Adorei ter conseguido reconhecer uma galeria tipo choque cultural, só que com vários andares de coisas diversas, incluindo livros, gravuras, novos artistas, grafiteiros, designers e o que mais a cidade tiver pra oferecer de muito descolado. A cada 10 m uma ótima surpresa, milhares de lojinhas e lojões marvilhosos, loais, de tudo o que se possa imginar. Desde as mais óbvias tipo Adidas Originals, até aquelas em que tem que olhar bem pra ver o que é. Bares, cafés, restaurantes, e todo mundo bebendo. Afinal, aqui é ponte hoje, uma espécie de feriadão, mas que nem todos fazem.
No meio da tarde chegaram as dicas do Fefê, que incluem restaurantes, e lojas muuuito com a minha cara, eu acho, e ele também. Então, amanhã, além do Mitte, que ainda tem muito pra ser explorado, vou atrás das super dicas dele. Tenho certeza que não vou me arrepender. Acho que só vou abrir mão do Panorama Bar, tão bem falado pela amiga que adora o universo da música eletrônica. Eu também curto muito, mas esse negócio de entrar às duas da manhã e sair às duas horas da tarde não é coisa para uma mulher casada fazer em outro país. Brincadeiras a parte, prefiro esperar uma vinda com o meu Fefê pra Berlin pra irmos juntos. Seguramente o lugar ainda vai estar bombando, afinal isso deve acontecer logo logo.

* Leti

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Primeira viagem sem




Esse blog realmente deveria ser sobre viagens nossas, mas acabamos (sabiamente) estendendo para momentos, porque afinal são muitos que merecem ser contados.
Nessa segunda-feira, peguei um vôo pra Hamburgo. Sem o meu Fefê. Com a garganta ainda doendo, sem poder ingerir (quase) nada sólido e me sentindo fraca e chateada. Um pouco por ser no pós-cirúrgico, e muito porque não tinha vontade alguma de ficar longe. Longe da nossa vida juntos que está só começando, embora não pareça. Longe do Fefê.
Cheguei em Hamburgo exausta, com a casa caindo no trabalho no Brasil. Dormi pouco nos dois dias em que passei lá (neste momento escrevo de Berlin) a ponto de não ter tido tempo e nem vontade de postar nada no Blog. Hamburgo pra mim é um lugar de trabalho, onde tenho uma rotina dura, ou na agencia, ou no cliente, mas sempre dura. De muito aprendizado, mas que demanda um esforço sobre-humano. Intelectual, mental, e braçal inclusive. Adoro, mas não deixa de ser duro.
Dessa vez incluiu um outro, que passa a ser parte da lista. Um esforço feito pelo coração, um esforço que se mede pela saudade. Infelizmente não tenho muito pra contar dessa cidade. Ela é bonita, vista das salas de reunião da TBWA com vista para o Porto. Certamente se tiver vontade de descobri-la e desvendá-la, como faria em qualquer cidade, ela poderia trazer boas surpresas. Mas pra mim Hamburgo cansa, demanda muito do meu suor. Então, prefiro sair correndo, porque afinal se sobra tempo, tem muita Alemanha, e muita Europa para explorar. Hoje em dia, mais do que isso, tem uma pessoa me esperando, que sinceramente faz com que grande parta da vontade de passar dias descobrindo cidades maravilhosas na Europa sozinha vá embora.
Vamos lá vai, Fefê. Próximas viagens comigo. Mesmo que a trabalho. Prometo que te acompanho também. Será que conseguimos? :)

- Atenção para a foto do computador, o Fefê está na tela, falando comigo no skype.

* Leti

sexta-feira, 15 de maio de 2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Quarto 115 por favor.


Sei que o Blog deveria tratar principalmente de viagens mas tivemos uma experiência nesse final de semana que merece ser compartilhada nesse espaço dedicado a grandes momentos.


Como muitos já sabem a Leti fez uma cirurgia para retirar as amigdalas no sabado passado.

A aflição e o receio de um pós operatório cheio de dor nos acompanhou, mas principalmente a ela nessa semana que passou.


Tudo certo para a cirugia imaginei que seria bom espairecer na véspera e fomos jantar na casa da minha mãe, algumas horinhas para descansar a cabeça e não pensar no dia seguinte. Um rocambole de camarão que estava excelente e a satisfação de ver a Leti na mesa com a minha familia. Genial.


No dia seguinte, na verdade, algumas horas depois fomos para o Hospital Oswaldo Cruz. Um ótimo hospital mas que não me trazia recordações tão agradavéis. Meu avô ficou internado lá diversas vezes e aquele lugar tinha tudo a ver com as complicaçnoes de saúde dele.


Chegando com a Leti o astral já era outro. Ela super serena, com alguma apreensão, natural em um pré operatorio mas muito tranquila. Essa leveza nos acompanhou até a porta do centro cirurgico. Lá nos separamos e voltei para o quarto 115.


iPod nos ouvidos livro nas mãos e com a cabeça ocupada com os pensamentos positivos para a Leti tentei relaxar. Consegui. Adormeci por alguns minutos e logo um enfermeiro me avisou que a cirurgia tinha terminado e o Dr Rodrigo gostaria de conversar comigo.


Com tudo tendo corrido melhor do que o esperado fiz todas as ligações para Porto Alegre para dar as boas novas. Em alguns minutos vejo minha Leti voltando para o quarto sem suas tão cruéis amigdalas, com um discreto sorriso e os olhos miúdos da anestesia.


Pronto!


A fase mais complexa da intervenção estava resolvida exatamente como todos esperavamos.

No quarto 115 ficamos por deliciosas horas. Sim, estavamos em um hospital, num pós operatório, mas poderiamos perfeitamente estar em um hotel pelo mundo.


Tudo muito tranquilo, claro que o sucesso da cirurgia ajudou muito mas acho que fundamentalmente, pela maneira que as coisas acontecem quando estamos juntos.


Alternamos periodos de descanso, silencio, ótimas conversas, picolés e vários enfermeiros entrando e saindo.


Foi incrivel e o mais improvavel é sair no domingo deixando ótimas lembranças de uma internação hospitalar. Coisa bem dificil de racionalizar como muitas coisas entre nós.

Diversåo em POA


Faltou contar da nossa rápida ida ao Moinhos de Vento. Para os que nåo conhecem, é um bairro de POA super bem localizado, perto de tudo, extremamente descolado. Consegue concentrar várias lojas bacanas, restaurantes mais incíveis ainda (com preços ótimos), cafés, o Moinhos Shopping, o Parcåo, muitas das agencias de propaganda locais, ateliers de artistas, designers e estilistas, e obviamente, muita gente lindas andando pela Padre Chagas (também conhecida no meu tempo como passarela da Fama). É muita diversåo. Aliás, trabalhei no bairro ao todo por uns bons 6 anos e achava tudo aquilo absolutamente normal. Comer bem e barato, tomar um delicioso café com meia (sim, meia) fatia de torta de Negrinho no café do Porto, e andar naquele friozinho com sol diariamente. Sem ter que pensar em muita coisa, fora cumprimentar todos os conhecidos que faziam (e ainda fazem provavelmente) o mesmo diariamente.
Demos uma passada por lá a noite. Nós (Fefe e eu), Angela e Rodrigo. Foi muito mais rápido do que gostaríamos, mas ainda assim valeu a pena. Andamos numa noite fresca e agradável, antes de partirmos voando para o show do B-52s no Bourbon Country, que aliás é outra ótima pedida.
Caminhamos em direçåo ao Moinhos Shopping e apesar da cidade vazia no meio de um feriado, ou estava vazia porque estava, passamos pelo Z Café, Listo, Café do Porto, Dublin (um pubzinho bem bacana, pelo menos parece) e pela Revista e Chocolate, que eu adorava e frequentava. Foi gostoso voltar a sentir aquele clima de cidade pequena, com cabeça de cidade grande em vários aspectos, ao lado de Fefe. Foi delicioso escolher um dos vários lugares incríveis pra sentar, e de preferencia conhecer.
Escolhemos um lugarzinho muito legal, que tem várias boas opçøes de cervejas e um cardapio invejável e delicioso de entradas. Ele é em cima do Café do Porto (Padre Chagas,330), e o melhor realmente é sentar na varanda, mesmo que seja para se apertar um pouco, como no nosso caso. Eu nåo conhecia, e pelo que lembro, nem a Angela e Rodrigo.
Saímos correndo para o show do B-52s no Bourbon Country, e como valeu a pena. Fora a performance da banda, a companhia da Mari e do Nelson, o lugar é realmente muito bom. Vimos o show a cinco metros do palco, dava pra sentir a vibraçåo dos velhotes loucoes, dançar tranquilamente, com espaço e com pessoas educacas a nossa volta. E obvio, tem sido absurdamente divertido, incluir novidades a nossa ótima listinha de shows assistidos juntos.
Já vale ir a (quase que) qualquer show lá pelo lugar, a diversåo é garantida. Invejinha do nosso casal de amigos que tem esta ótima opçåo de programa no quintal de sua casa.

Vai lá:

Listo Pães e Sabores
Endereço: Rua Padre Chagas, 217
Telefone: (51) 3222-1111
Horário de Funcionamento: Seg a Dom 06h45min ás 24h

Z Café
Endereço:Rua Padre Chagas, 314
Telefone: (51) 3346-6088 Fax: (51) 3346-6088
Horário de Funcionamento: Seg das 11h30min ás 14h30min / Ter a Dom das 12:00h ás 24h.   

Dublin Irish Pub
Endereço:Rua Padre Chagas, 342
Telefone:(51) 3268-8835
Horário de Funcionamento: Ter a Dom das 18h até o último cliente.

Café do Porto
Endereço: Rua Padre Chagas, 293
Telefone: (51) 3346-8385 / 3061-1907
Horário de Funcionamento: Seg a Sáb das 09h ás 23h30min / Dom das 13h ás 23h30min

Revista e Chocolate
Endereço: Padre Chagas, 330
Telefone:(51) 3395-2867
Horário de Funcionamento: Seg a Dom e Feriados das 9h às 21h

Bourbon Shopping Country
Av Túlio de Rose, nº 80 – SUC 301 A
Porto Alegre – RS CEP 91.340-110
Fone/Fax: (51) 3375.3700
E-mail: recepcao@teatrodobourboncountry.com.br
Site: www.teatrodobourboncountry.com.br

* Leti 

terça-feira, 5 de maio de 2009

O Centro




Nesta mesma ida a Viamão, obviamente fomos a Porto Alegre. Na verdade nada óbvia a visita. Afinal eu mesma quase nunca vou, fico lá no lar-doce-lar curtindo a comilança muito bem descrita pelo Fefê, o baby, a família, com idas a Ponta do Aterro.
Dessa vez foi diferente. Durante mais de meio dia, nos dedicamos a um passeio turístico pela minha cidade maravilhosa, Porto Alegre, que eu tanto amo e onde passei toda a minha vida. Morando em SP, a gente esquece de algumas coisas, como feriados e finais de semana com suas limitações em relação a lugares abertos e funcionando. Aqui, não canso de estranhar e adorar poder fazer absolutamente qualquer coisa num sábado, domingo ou em qualquer feriado. Se algo não está aberto, fazemos cara de`como assim´. Isso dá à cidade esse ar de super-metrópole que não para nunca, mas que tem trânsito sempre e jamais descansa. Porto alegre é uma cidade grande, com cara de interior, e alguns hábitos também, como nao ter museus funcionando em alguns feriados. Mas tem a beleza do céu azul, muito azul (raro por aqui em certas épocas) o ar puro, uma tranqüilidade de quem consegue cruzar a cidade em menos de uma hora. Tempo este que levo às vezes da minha casa ao trabalho em SP, e são dois km de distância.
Neste dia de sol, decidimos ir ao centro da cidade para que o Fefê conhecesse a Casa de Cultura Mario Quintana, o Margs, o Santander Cultural, o Mercado Municipal e o Chalé da Praça XV. Ah, também achei que encontraria o novíssimo museu Iberê Camargo nessas redondezas, afinal viajei totalmente pensando que museu em POA = Centro da Cidade. Não era, então ficará pra próxima, mas sei que é imperdível.
Detalhe: era segunda-feira, um feriado. Começamos pela casa de cultura e tudo fechado. Fiquei feliz de qualquer forma de ter podido mostrar a beleza do prédio. Margs e Santander, fechadíssimos também. Chalé da praça XV basta uma olhadinha na minha opinião, pra dar mais vontade de ir até o Mercado Municipal, entrar na banca 40, sentar e tomar um delicioso sorvete. Meu avô Paulo levava meu pai lá. Depois minha avó Leda, me levou muitas vezes. Agora, adulta, redescobri o mercado na companhia do meu pai, me deliciando com o café, e sentando na banca 40 para um Sunday. Nós decidimos tomar um Colegial cada um, afinal precisariamos estar em um jejum de dois dias para comer a banana split, coisa impossivel lá. Mas como valeu a pena. Pelo astral, pelo sabor, pelo jeito porto alegrense do atendimento dos garçons que parecem muito de cidade do interior, pelo astral e barulho do lugar, pela beleza da arquitetura. Por estar ali com o Fefê , conhecendo e sorrindo para a minha cidade Natal, e tão do coração quanto Viamão.

Vai lá:

Casa de cultura Mario Quintana
http://www.ccmq.com.br/
Rua dos Andradas, 736cep:90020-004 Bairro CentroPorto Alegre - Rio Grande do Sul
Tel.: (51) 3221.7147

Margs – Porto Alegre
http://www.margs.rs.gov.br/
Praça da Alfândega, s/n° Centro - 90010-150 Porto Alegre - RS – BRASIL
Tel.: (51) 3227-2311 Fax (51) 3221-2646

Santander Cultural
http://www.santandercultural.com.br/institucional/conceito.asp
Praça da Alfândega, s/n°

Mercado
www.portoalegre.rs.gov.br/mercadopublico
O Mercado Público Central localiza-se entre as seguintes ruas, no Centro de Porto Alegre:- Av. Júlio de Castilhos- Av. Borges de Medeiros- Largo Glênio Peres- Praça Pereira Parobé

Banca 40 (peça Sunday, Colegial ou Banana Split)

* Leti

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Em Viamão ví amor. E um churras delicioso.

5 minutinhos de preguiça que quase nos fez perder o vôo.

E na volta da viagem percebi que se não tivessemos embarcado a perda seria infinitamente maior.

Tive o prazer de acompanhar a minha Leti a uma viagem de volta ao lugar de onde veio.

Nosso destino final era Viamão. Municipio que fica a apenas 10km de Porto Alegre. Tem todo o jeito, clima e astral de cidade do interior. Muita tranquilidade e paz. Foi isso que encontrei nos 4 dias que passamos por lá.

Chegamos a Viamão com o shuttle incrível de Angela e Rodrigo, irmã e cunhado da Leti que nos esperavam sorridentes no Salgado Filho. Tomamos a RS-40, que mais parece uma avenida com pistas duplicadas e sem dificuldades ou trânsito chegamos ao nosso destino final.

A casa deliciosa de Jorge e Dea.

Mais uma vez uma recepção de braços e sorrisos abertos. E como não poderia deixar de ser numa autentica casa de gaúchos o fogo da churrasquira já estava aceso anunciando o antológico Churras.

É uma experiencia que merece fácil um post apenas para ela. Então vamos lá.

Antes de me entregar as delicias que vinham da brasa conheci uma iguaria única. Bicuda.

Trata-se de uma incrível cerveja artesanal produzida pelo nosso anfitrião.

O nome, como me foi dito, vem da tradicional faca do gaúcho. A cerveja é deliciosa. Tive a previlegio de tomar um lote preparado com trigo. Sabor bem equilibrado, um amarelo bem vibrante e olhando contra a luz ela fica quase turva. Delicia.

Ela serviu para acompanhar o churrasco preparado com esmero por Jorge. Coração de galinha assado na medida e com um tempero delicioso abriu alas para carnes deliciosas que viriam adiante.

Diferente do churrasco que faço por aqui. Carnes assadas um pontinho mais mas que ficam perfeitas. Costela bovina indescritível, com aquele puxa-puxa perfeito que mostram que quando o corte é assado, fica infinitamente mais interessante do que quando preparado no bafo.

Já tinha comido um bocado mas não resisti ao último pedaço colocado na mesa.

O último pedaço de costela é para “estragar”, ou seja, comer somente os pedaços que bem entender. Sem se preocupar se vai sobrar carne junto ao osso. Confesso que sobrou bem pouco dessa última.

Nem se imaginasse poderia ter uma melhor recepção.

Todos foram super agradavéis. Uma recepção me fez sentir realmente bem e em casa na casa da minha Leti. Com muita alegria e felicidade de uma familia que abria as portas de sua casa com muito amor e verdade.

Obrigado!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Este é o nosso blog para viagens. Viagens de todos os tipos, inclusive as emocionais, mentais e sensoriais. Nada mais justo do que nos exercitarmos juntos , sempre juntos, escrevendo sobre nossas experiências em outras cidades, estados, países, continentes e atmosferas.
Que coisa não? Nos conhecemos há só dois meses. Hoje, aliás, completamos dois meses, desde a viagem de Carnaval que iniciou o resto das nossas vidas. Colamos um no outro pra sempre no meio do Simpatia Quase Amor em pleno Rio, numa Ipanema ensolarada e feliz. Que de quase amor não teve nada, afinal desde sempre é totalmente amor, com tudo de incrível que isso traz e ainda trará. Depois veio uma viagem ao Perú, que poderia ter nos afastado, afinal só um de nós foi e mal nos conhecíamos. Mas trouxe mais saudade e vontade de estar perto. Viagem que tinha (também) o objetivo de servir como ritual de passagem, para uma nova vida, para outra fase. E foi, de fato. Para uma vida nossa, como casal, como equipo. Agora, acabamos de voltar de Porto Alegre, ou melhor, de Viamão. Viagem mais do que importante, onde dormimos e acordamos juntos na casa do meu pai, por quatro dias. Momento inesquecível, já que foi a primeira vez do Fefê com todas essas pessoas, fundamentais na minha vida. Estivemos com meus pais, irmãos, pacdrasto, (boa)drasta, avó, tios, amigos o tempo todo, e no batizado do Santi. Se eu tentar descrever aqui, sozinha, sem a ajuda do Fefê, talvez pareça a diário de uma adolescente, ou no mínimo eu não consiga expressar nem um décimo do que foi de fato. Hoje, aos dois meses, começamos de fato a planejar nossas primeiras férias juntos. Califórnia, com direito a Nappa Valley e highway one, com paradinhas em Carmel e Santa Barbara. Nós dois conhecemos estes lugares em outras épocas da vida, em situações parecidas. Agora vai ser tudo diferente, porque somos nós, nesta fase ótima, juntos.
Mas o melhor disso tudo é que apesar de tanta viagem em tão pouco tempo, e das tantas que virão, nossa vida é impressionante aqui. E só por isso viajamos, só por isso fazemos planos, só por isso somos felizes. As viagens são definitivamente a cereja do Sunday. Nossa vida aqui são as três bolas de sorvetes exóticos, com cobertura de caramelo, chocolate e morango, com farofa e chantilly. Não existe nada melhor do que estar aqui, agora, na nossa rotina diária. Aquela tranquilinha, mas ao mesmo tempo emocionante, gostosa e transbordando de atividades maravilhosas em dupla. Incluindo as mais corriqueiras, e que nos enchem de felicidade. Porque são nossas, só nossas.

Não posso deixar de dizer: te amo, meu Fefê. Amo a nossa vida e vou amar cada viagem.

* Leti