
Eram 17h30. Acabava de voltar de uma reunião e com a chuva que caia em São Paulo já sabia que teria vida dura para chegar ao Aeroporto. O taxi que pedi nunca chegou para me apanhar e graças ao Daniel que “dadivosamente” como diria a Maria me levou até Congonhas. Um aeroporto lotado, tipico de véspera de feriado me separava da minha Leti. A telelfonia não ajudava e a comunicação entre nós estava um tanto truncada.Com 1 hora de atraso embarquei. Vôo tranquilo, tomei um Taxi e cheguei ao nosso Cortiço praiano. Leti já me esperava no Hostel Bonita em Ipanema. Me informei onde ficava o quarto e voei para encontrá-la.
Eu, que havia tido dois dias de bastante trabalho no Fashion Rio e estava morta, mas principalmente morta de saudade, esperava no nosso maravilhoso Hostel. Não sem antes ser surpreendida pelo Fefê me ligando e perguntando se tinha alguém comigo no quarto, já que o mocinho da recepção informou que havia um casal paulista já hospedado no numero 16 (obvio, eu e ele). Morri de rir.
Bonita Ipanema é um Bed and Breakfast bem caro para o que oferece. E olha que oferece bastante: local previlegiado, do lado do posto 9, atmosfera super jovem, com mil europeus e gringos de todas as espécies loucos para fazer amigos. Mas o quarto é pequenininho, o chuveiro falha, e a limpeza diária não é lá essas coisas. Mas esperar o Fefê com um feriado inteiro pela frente, sem dúvida era o melhor que a vida podia me dar naquele momento (e em qualquer outro, diga-se de passagem).
E lá estava ele, pós-vôo atrasado, pós-dia de trânsito infernal em SP, pós-telefones que não funcionavam. Vestido com roupa de trabalho em Sampa, mas absolutamente cheio de bom humor e com um sorriso imenso. Só pra mim.
Claro que ao abrir a porta nem reparei no nosso quarto. Só via a Leti e mais nada. O sorriso iluminado aqueles olhos lindos aununciando os dias incríveis que nos esperavam na cidade maravilhosa. Logo nos juntamos a Cintia e Maria que estavam por lá e saímos em busca de um bar para tomar um Chopp. Depois de caminhar um pouquinho chegamos ao Belmonte, boteco clássico com várias filiais espalhdas pela zona sul. Linguiçinhas para beliscar, Chopp bem tirado e o acompanhamento básico quando juntamos Leti, Cintia e Maria, uma dose cavalar de diversão de bobagens. Muita risada, um papo delicioso que me fez esquecer na hora o perrengue do aeroporto e me fez aterrisar definitivamente no Rio.
Dia seguinte era só quinta-feira e ainda tínhamos todo o feriado pela frente. Começamos o dia encontrando a Cintia, junto com a Maria, no Cafeína do Leblon. Me fez lembrar o Carnaval, quando tomávamos café lá todos os dias e conheci o Fefê. Parece que este Rio de Janeiro do Carnaval foi há exatamente 50 atrás. Demos nossa primeira caminhada com garoa até Ipanema e passamos umas horinhas de muita chuva nosso cortiço praiano descansando até visitarmos o Nelsinho, amigo do Fefê, e suas três meninas (a esposa Isabela, e as gêmeas lindas Marina e Joana). E obviamente para estarmos devidamente inteiros para a nossa estréia na Lapa, colocando toda a nossa dança de salão em prática.
A Lapa era o destino. Mais precisamente o Rio Cenário. Pouco antes de saírmos meu telefone toca, era o Gui aqui da agência. Disse a ele onde iriamos e ele topou imediatamente. Passou de taxi pelo cortiço junto com sua mulher a Karen e nos mandamos para a Lapa. Com a Leti no Taxi a diversão é garantida. Sentado no banco da frente via o taxista rindo um bocado das pérolas que ela dizia. Chegando a baladita já deu para sacar o ambiente. Casarão gigante, samba de qualidade ao vivo e uma quantidade de tipos tão diferentes quanto o número de ambintes. Biritas em punho e nos pusemos a dançar. A diversão rolou de 22h00 até as 2h00 non stop. Alternando muito Samba com pitadas de Tecnhobrega. Felicidade e muito samba para justificar nossas aula de dança de salão. Por volta de 1h00 Karen e Gui nos deixaram, seguimos por mais uma hora e fechamos a noite com um pedido que é a cara da Leti. "Quero muito comer um Cheetos". Cada vez mais ela me surpreende. Tomamos nosso taxi de volta ao cortiço nos deliciando com os salgadinhos preparando o espírito para a sexta feira que já tinha chegado.


Surpreendente é a facilidade do meu Fefê para a dança. Pra quem me mandou comprar coturnos para as aulas (afinal os ferimentos supostamente seriam graves com tantas pisadas) e arrasou nas pistas de primeira. Só comendo Cheetos para comemorar! Dia seguinte tivemos um leve sol antes da chuva que nos brindou novamente e aproveitamos para correr, na companhia da Maria. Muito divertido, e ainda bem que ela estava ali pra me ajudar a convencer o Fefê a correr na frente em sua velocidade normal de quem tem pernas de dois metros. Ao invés de me acompanhar tendo que pular pra se manter no meu ritmo. Depois disso, achando meio programa de gringo, fomos no Porcão com a Cin e Rodrigo, nós cinco. E foi pura diversão. Chuva bombando lá fora e nosotros mandando muita carne com caipirinha.
Saimos rolando do Porcão e voltamos caminhando para o nosso cortiço que ficava na mesma rua. Garoa caíndo e tratamos de dormir um pouco, afinal, a noite voltariamos a Lapa. Dessa vez Maria se juntou a nós no samba. Chovia um bocado quando chegamos ao Carioca da Gema. Fila na porta, uma certa confusão antes da entrada mas nada que atrapalhasse mais uma noite divertidissima. O casarão, bem menor que o Rio Cenário estava lotex. Descolamos um cantinho onde podiamos evoluir com algum espaço com nossos passos de dança. E tratamos de dançar. Horas depois, já acabados e com o estabelecimento bombando nos mandamos. Dessa vez o rango pós balada seria no Bob’s. Tipicamente carioca e delicioso. Sugestão da Leti, claro. Não rolou, estava fechado e terminamos matando a fome numa das tantas casas de sucos da cidade. X-Egg, suco de Tangerina e estavamos listos para dormir um merecido sono.

Descobrimos que dançar muito e beber pra não desidratar definitivamente não deixam nenhuma ressaca.
Por isso acordamos cedinho no sábado para o nosso primeiro dia de praia. Estava um frio de rachar em Ipanema, dava até pra blusão de lã, mas não tínhamos levado. Baita vontade de acender uma lareira na beira do mar, mas as horinhas de praia ao lado da Maria e depois Cintia e Rodrigo não ficaram menos agradáveis por isso. Mais uma descansada e lá pelas cinco decidimos ir a pé no Gula Gula de Ipanema, curtindo uma caminhada gelada (para padrões cariocas) com solzinho. Na esquina o amigo Nelsinho do Fefê avisou de surpresa que nos esperava lá com uma mesinha, junto com as suas três meninas. Foi ótimo, horas definitivamente divertidas antes de darmos um tempo até o nosso jantarzinho romântico no Zazá.


Por isso acordamos cedinho no sábado para o nosso primeiro dia de praia. Estava um frio de rachar em Ipanema, dava até pra blusão de lã, mas não tínhamos levado. Baita vontade de acender uma lareira na beira do mar, mas as horinhas de praia ao lado da Maria e depois Cintia e Rodrigo não ficaram menos agradáveis por isso. Mais uma descansada e lá pelas cinco decidimos ir a pé no Gula Gula de Ipanema, curtindo uma caminhada gelada (para padrões cariocas) com solzinho. Na esquina o amigo Nelsinho do Fefê avisou de surpresa que nos esperava lá com uma mesinha, junto com as suas três meninas. Foi ótimo, horas definitivamente divertidas antes de darmos um tempo até o nosso jantarzinho romântico no Zazá.


Como não nos apegamos a datas nada melhor que comemorar o dia dos namorados no dia seguinte. Lá fomos nós, por indicação da Leti ao Zazá Bistrô. Saimos um pouco mais tarde do que imaginavamos. O papo esticou antes da saída e lá fomos nós caminhando até o deliciososo restaurante. Sem espera, logo nos sentamos. Ambiente delicioso, atendimento über simpático e uma comida ótima. Ceviche e drinks descolex para abrir os trabalhos que se seguiram com pratos deliciosos tudo regado a muita conversa e aquela sensação de felicidade por estar ali. Subindo as escadas o banheiro incrível tinha uma frase adesivada que diz muita coisa: “Admiro mulheres com passado e homens com futuro”. Caminhamos felizes de volta ao nosso cortiço. Amanhã seria nosso último dia pelo Rio, ou quase.
Como já estávamos em ritmo de despedida e nos devíamos uma comidinha trash da madrugada em que não conseguimos ir no Bob´s, resolvemos matar a vontade depois da praia, morrendo de fome. E realmente, foi a melhor decisão de todas, antes de darmos mais uma caminhada de volta a nossa casa-carioca. Afinal precisávamos terminar de arrumar a favela que montamos em nosso quarto nos dias todos em que passamos no Rio. Já estávamos com saudade do feriadão. Mas como adoramos a nossa vida, também já estávamos com saudade dela.


Malas prontas e todos os sinais dos 4 dias maravilhosos que passamos por lá estavam reunidos nas nossas 2 malas, as lembranças na mente, as imagens na camerazita. Tudo é muito intenso e cheio de contraste com a Leti ao meu lado. O desconforto nunca é tão desconfortavél, o tempo ruim nunca é tão chuvoso, o garçom ruim sempre mereçe os 10%. Tomamos o taxi para o Aeroporto e já combinando a pizza que comeriamos de volta em casa uma surpresa nada agradável. O atendente do balcão me comunicou que minha passagem havia sido comprada com volta no dia 14 de julho. Não acreditava na minha burrice e cheio de vergonha pelo vacilo via minha Leti super tranquila ao meu lado.
Considerando apenas que essas coisas acontecem mesmo, e acontecem com qualquer um, simplesmente marcamos a passagem para o dia seguinte. Claro, mais cara, e com a chatice pelo desconforto do imprevisto. Mas esse não é exatamente um problema que não possa ser resolvido com paciência e uma noite num Ibis baratinho qualquer. E foi isso que fizemos. Fomos pro Ibis ao lado do aeroporto, comemos queijo quente, sufflair, conversamos e demos muitas risadas. Definitivamente, ter que acordar as 4h10 pra pegar um vôo e ir trabalhar deve ter a importância que merece, isto é , nenhuma. Não parei de lembrar do quanto os dias no Rio foram maravilhosos e divertidos. E do quanto os próximos dias em casa seriam incríveis também, afinal o que deixou a viagem ao Rio perfeita foi a companhia do Fefê. E por sorte, ele vai continuar me acompanhando, espero, que o resto da vida.
Desembarcamos em Congonhas de baixo de um baita frio. Logo nosso Taxi chegou para nos apanhar e com a benção de poder circular pelos corredores de ônibus, em minutos estávamos em casa. Uma das coisas mais gostosas quando se viaja é voltar para casa. E voltar junto com a Leti é ainda mais incrivel, saber que ela estará sempre ao meu lado fazendo com que tudo seja muito especial. Fico ainda mais feliz porque viajaremos muito por toda a nossa vida. É um esporte que adoramos praticar Seja para Sidney, San Francisco, Campinas, Porto Alegre ou Rio de Janeiro voltarei sempre feliz e cheio de lembranças maravilhosas que costuram as nossas vidas. Leti, obrigado pela companhia nessa viagem e para o resto da vida.
Obrigada a ti, meu amor.
Domingo acordamos felizes, como em todos os outros dias. Apesar de ser o ultimo, aproveitamos tanto que nem deu aquela dor no coração de deixar a cidade maravilhosa e ter apenas algumas horas pela frente por lá. E mais ainda porque fomos presenteados com um lindo dia de sol, sem frio. Fomos correr, e fiquei feliz de ter conseguido acompanhar um pouco mais o Fefê, afinal depois da minha cirurgia ainda não tinha conseguido fazer nenhum exercicio de verdade. O melhor foi ver aquele povo todo na rua de novo, depois de vários de dias de chuva e frio, lotando o calçadão e uma das pistas da Vieira Souto. Depois, horas de praia com calorzinho e biscoito Globo.
Como já estávamos em ritmo de despedida e nos devíamos uma comidinha trash da madrugada em que não conseguimos ir no Bob´s, resolvemos matar a vontade depois da praia, morrendo de fome. E realmente, foi a melhor decisão de todas, antes de darmos mais uma caminhada de volta a nossa casa-carioca. Afinal precisávamos terminar de arrumar a favela que montamos em nosso quarto nos dias todos em que passamos no Rio. Já estávamos com saudade do feriadão. Mas como adoramos a nossa vida, também já estávamos com saudade dela.


Malas prontas e todos os sinais dos 4 dias maravilhosos que passamos por lá estavam reunidos nas nossas 2 malas, as lembranças na mente, as imagens na camerazita. Tudo é muito intenso e cheio de contraste com a Leti ao meu lado. O desconforto nunca é tão desconfortavél, o tempo ruim nunca é tão chuvoso, o garçom ruim sempre mereçe os 10%. Tomamos o taxi para o Aeroporto e já combinando a pizza que comeriamos de volta em casa uma surpresa nada agradável. O atendente do balcão me comunicou que minha passagem havia sido comprada com volta no dia 14 de julho. Não acreditava na minha burrice e cheio de vergonha pelo vacilo via minha Leti super tranquila ao meu lado.
Considerando apenas que essas coisas acontecem mesmo, e acontecem com qualquer um, simplesmente marcamos a passagem para o dia seguinte. Claro, mais cara, e com a chatice pelo desconforto do imprevisto. Mas esse não é exatamente um problema que não possa ser resolvido com paciência e uma noite num Ibis baratinho qualquer. E foi isso que fizemos. Fomos pro Ibis ao lado do aeroporto, comemos queijo quente, sufflair, conversamos e demos muitas risadas. Definitivamente, ter que acordar as 4h10 pra pegar um vôo e ir trabalhar deve ter a importância que merece, isto é , nenhuma. Não parei de lembrar do quanto os dias no Rio foram maravilhosos e divertidos. E do quanto os próximos dias em casa seriam incríveis também, afinal o que deixou a viagem ao Rio perfeita foi a companhia do Fefê. E por sorte, ele vai continuar me acompanhando, espero, que o resto da vida.
Desembarcamos em Congonhas de baixo de um baita frio. Logo nosso Taxi chegou para nos apanhar e com a benção de poder circular pelos corredores de ônibus, em minutos estávamos em casa. Uma das coisas mais gostosas quando se viaja é voltar para casa. E voltar junto com a Leti é ainda mais incrivel, saber que ela estará sempre ao meu lado fazendo com que tudo seja muito especial. Fico ainda mais feliz porque viajaremos muito por toda a nossa vida. É um esporte que adoramos praticar Seja para Sidney, San Francisco, Campinas, Porto Alegre ou Rio de Janeiro voltarei sempre feliz e cheio de lembranças maravilhosas que costuram as nossas vidas. Leti, obrigado pela companhia nessa viagem e para o resto da vida.
Obrigada a ti, meu amor.


Lindo, lindo!
ResponderExcluirInspirador esse love todo, meus amores!
Fotos show!
Adorei o Porto Alegre do último parágrafo, venham logo!
Beijos beijos
me senti junto com vcs nessa viagem :-)
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