
Esperei muito por 2010. Desde o final de novembro. Senti o ano indo embora de fato um pouco antes dele ir.
Meu 2009 foi o mais feliz de todos os anos da minha vida. Mas no final dele tive a sensação de que trinta jamantas tinham passado por cima de mim e dado ré, uma por uma.
Foi um ano de desencaixes, para que a maior coisa fosse construída, sedimentada para só daí ser curtida: a nossa vida dois, ou a quatro.
Me despedi da solteirice sem querer e sem saber, mas como viver solteira pra mim sempre foi uma passagem, vivi cada minuto como se fosse o ultimo. E até isso eu agradeço, porque naquela tarde de Carnaval essa fase foi embora, como algo natural. Como alguém que morre aos 105 anos, porque simplesmente já era hora.
Poucos dias depois eu tinha o Fefê na minha vida, na minha casa, no meu coração, pra nunca mais ir embora. Logo depois já tinha alguém dividindo a casa e a vida comigo. Alguém recém separado, descobrindo novamente uma vida a dois sem nem ter passado pelo processo de se descobrir sozinho. Trazendo duas crianças pequenas, que são os nossos piticos, que ainda bem, logo logo já se sentiam absolutamente em casa, no lugar que de fato é a sua casa.
Passei de uma independente em SP com uma linda cachorra, ou um porco, a uma pessoa absolutamente dependente dessas três outras. Com tudo o que isso traz.
O transito que antes era pra ir num buteco, passou a ser para chegar a tempo de conviver com as crianças acordadas; a empregada que tinha sua vida fácil e erros relevados, passou a ser avaliada no detalhe (para depois ser demitida, e para depois entrar na justiça); a Faisca que era a mais mimada, agora passou a ter um novo dono e duas crianças pequenas, muito mais importantes que ela; o ape confortável em que eu morava para uma pessoa, passou a ser um aperto gigante para um casal, duas crianças, uma empregada e um porco; as amigas que antes tinham toda a minha atenção, passaram a reclamar porque definitivamente eu sumi; minha família que antes tinha uma mulher solteira viajando por ai com amigas, agora tem sobrinhos e netos, que parecem sempre ter estado com eles (além é claro do Fefê, que foi padrinho de casamento do meu pai e já apareceu na família pela primeira vez no dia do batizado do Santi); o apartamento no Morumbi que estava lá por puro investimento virou o nosso super projeto familiar, que visitamos todos os finais de semana e curtimos profundamente; os sábados e domingos muitas vezes inventando o que fazer, passaram a ser ocupados por chupetas, fraldas, Wii, joguinhos, conversas, beijos, abraços, limites e muito mais; mas basicamente passaram a ser aproveitados como adulta a cada 15 dias ou depois das 22h.
E isso foi só o começo.
Mas olhando pra essa vida vejo só amor, amor e amor. Tudo o que eu mais desejei, uma vida plena de amor e felicidade. Hoje vejo que plantei muito bem para ter colhido isso em 2009, pra ter colhido o meu Fefê bem no meio daquele bloco de vinte mil pessoas.
E como em 2009 plantamos juntos, nos adaptamos juntos, acomodamos a vida juntos, e basicamente vivemos juntos, tenho certeza que só colheremos coisas boas. Se a vida foi incrível com as placas tectonicas em movimento e alguns terremotos acontecendo, imagino que maravilha será com sol e céu azul.
Será um ano de pura felicidade. Porque pelos encaixes já passamos, e agora o que nos espera é a nossa vida maravilhosa a dois, a quatro e logo mais a cinco.
Obrigada, meu amor, por me dar absolutamente tudo. Te amo.
Lindo, Leti!
ResponderExcluirDesejo um 2010 maravilhoso pra vcs!
Beijos mil!