quarta-feira, 12 de maio de 2010

O casamento - post colaborativo


Nosso grande dia foi realmente muito mais do que esperávamos. Não sabiamos assim tåo bem o astral da capela, do Elvis e do ambiente todo, afinal era minha primeira vez em Vegas e do Fefê também. Mas só pra começar o post com o mais

importante: tudo foi absolutamente perfeito pra nós, emocionante, feliz e muito divertido.


O Dia


Acordamos, tomamos café, e quisemos dar uma passada na Graceland Chapel, pra sentirmos um pouco o astral. E amamos. Conseguimos entrar, tiramos fotos da parte externa, comversamos com as responsaveis e ficamos mais tranquilinhos.

Saimos de lá e fomos curtir o nosso dia.


Como em Vegas o lance é apostar colocamos as primeiras fichas do dia no Bellagio. O cassino mais sofisticado da cidade. Tudo é mega suntuoso e em excesso. Muita gente, muito mármore, muitas slot machines. Caminhamos pelo cassino no melhor estilo só olhando e atravessamos uma ponte sobre a avenida rumo a Ceasar Palace.



Muitas fotos depois, e uma bela caminhada até o outro lado da avenida, conhecemos o cassino do Planet Hollywood, e decidimos já irmos almoçando para encerrarmos as atividades pre-cerimonia. Nosso almocinho foi completamente fora do circuito da Vegas-turistica num japa incrível chamado Osaka, que o Fefê descobriu no site where the locals eat. Delicioso.



O restaurante não era nada obvio. Localização duvidosa, faixada nada atrativa, mas ao entrar tudo mudou. Atendimento incrivelmente simpático, sushis e rolls deliciosos e devidamente alimentados voltamos ao nosso hotel onde a Leti já tinha horario marcado para o make up e hair style. Imaginei que conseguisse cochilar enquanto ela ficava ainda mais linda mas minha ansiedade não permitiu.



Preparativos


Eu também estava nervosa e ansiosa, tomei banho voando, mal dei tchau e voei pro salão, que era no nosso hotel. Fiquei lá uma hora e meia, num lugar medio-astral, mas a maquiadora era fofa e espantava os bebados que gritavam coisas quando viam uma noiva (já de véu) sendo maquiada. Aliás, eita lugar pra ter bêbados, Las Vegas!

Sai de lá me sentindo linda e feliz, voltei pro quarto onde o Fefê já nåo estava mais, conforme o combinado.

Vale dizer que pensamos em mil coisas, incluindo limosine, nos encontrarmos direto na capela, em como ele me veria, etc, etc, etc. Decidi sugerir não inventarmos moda, afinal queria curtir e precisava me sentir tranquila. E o melhor jeito de longe pra mim foi sair do hotel já com ele. Então o combinado foi o noivo ver a noiva pronta apenas abrindo a porta do quarto na hora marcada. E assim deceríamos juntos, e iríamos casar dirigindo a nossa própria banheira.



Sem conseguir dormir tratei de tomar calmamente meu banho, fazer minha barba e me vestir, afinal, as 18h30 deveria sublimar dos nossos aposentos. Banho tomado e vestido desci para o cassino para fazer uma horinha. Ambiente nada agradável para o momento. Cheio de gente esquisita, fumando feito loucos e numa vibe bem pesada. Tentei a sorte num caça níqueis, depois num video poker. Saldo de US$ 6,00 perdidos e como quem tem sorte no amor não a tem no jogo não ganhei nada. Depois colei numa roleta, só para olhar. Como a maioria dos jogadores estavam vestidos como indigentes, eu me sentia meio estranho no meu alinhado terno, com minha gravata Hermés (presente da noiva), mas não tinha jeito. Precisava matar tempo, então fiquei por lá. No horário previsto subi. Leti estava atrasada, mais um tempinho no cassino e subi novamente. No elevador um ser absolutamente bêbado, com cara de marginal implicou com minha cara e minha roupa. Fuck You with your suit man. Tratei de sair imediatamente do elevador, afinal o louco pararia no mesmo andar que eu. Tomei outro elevador e rezei para não cruzar com ele pelos corredores. Nada aconteceu e estava prestes a ver a minha noiva.


Eu, cheguei de volta praticamente pronta, era só colocar vestido, sapato e meia. Mas estava atrasada e precisei pedir mais quinze minutos para o meu noivo através da porta. Ai sim, estava no estado mais noiva do mundo: nervosa, bem nervosa. Mas pronta e um minuto depois, Fefê bate na porta, e finalmente era hora dele me ver.


UAU! A porta se abriu e lá estava a minha Leti. Linda. Um vestido maravilhoso, cabelo lindo, make up amazing com cílios postiços e tudo mais e o melhor um sorriso maravilhoso no rosto. E lá fomos nós em direção a nossa capela. Cruzamos o cassino em meio a uma série de congratulations, e depois de alguns pisões no vestido entramos na banheira e fomos rumo a Graceland Chapel. Confesso que nervosos.




Chegamos lá, tiramos várias fotos (nós mesmos) fora da capela (essas que eståo ilustrando post) e entramos. Conversamos com a recepcionista, ela me entregou o buquet escolhido previamente pela internet e colocou a rosa na lapela do Fefê. Conhecemos o fotografo, e ficamos ali bem nervosos esperando o glorioso Elvis.





A Cerimônia


O Elvis chegou, falou nossos nomes (pra dar uma conferida na pronuncia) fui para a porta da capela, perguntei se ele viria me buscar, ouvi um ‘ yes’ seguido de risos e tudo começou. Vendo o meu lindo noivo da porta já quase quase comecei a chorar. Mas ouvindo o Elvis cantar ‘ can’t help falling in love’ me levando para Fefê definitvamente me fez começar a chorar.


E lá se foi o Rei em busca da minha Leti. Cheio de marra trouxe a noiva mais linda do mundo pelo braço. Me entregou e foi para o altar celebrar nosso momento. Mesmo com uma atitude meio blasé ele pareceu estar se divertindo com a coisa toda. Como nós. Nos divertindo e emocionando demais. Lindas palavras e o momento da troca de alianças chegou.


Fefê colocou a aliança no meu dedo, deu um beijo e chegou a minha vez. Quando fui colocar a dele simplesmente não entrava. Por um momento destrocamos as alianças pra ver se eu não tinha colocado a dele no meu dedo. Mas não. A força ele conseguiu colocar e deu tudo certo na hora, só depois ele foi perceber que estava na måo direita. Hahahahaha.

O que os noivos repetem em voz alta na celebraçåo estava me deixando nervosa, porque achei que simlesmente nåo entenderia na hora pra repetir. E adivinhem, apesar de falar ingles constantemente no dia-a-dia, soltei um ‘what’ no meio, porque de fato nåo entendi o que o Elvis falou em determinado momento, pra poder repetir. Bem divertido, morremos de rir.



Alianças trocadas, no meu caso na mão trocada, seguimos celebrando e curtindo o nosso momento. Elvis encerrou a cermonia e já com o anel no dedo anelar esquerdo fomos pra uma sessão de fotos. Vários clicks, mais um pisão no vestido e caminhamos até o carro rumo ao nosso jantar, muito mais relaxados.



Entramos no nosso carro e fomos rumo ao restaurante escolhido, um francês considerado o melhor no mesmo site já citado, com estrela no Michelan e um jeito (pelas fotos) mega romantico com vista de tirar o folego.

Em teoria ele deveria estar localizado no hotel Caesar Palace, onde chegamos, estacionamos, desfilamos de noivos pelo cassino, hall, e estacionamento recebendo milhões de Congratulations. Até nos darmos conta de que o restaurante era no Palms Hotel e simplesmente nos confundimos. Tudo certo também, chegamos no destino com a ajuda do GPS, subimos, e a escolha não poderia ter sido mais perfeita.



Mais congratulations de uma animada mesa e sentamos junto a janela com uma vista breathtaking como eles dizem por aqui. Taças de champanhe, terrine de foi gras e o que parecia perfeito ia ficando cada vez melhor. Ambiente delcioso e com uma tranquilidade que em nada lembrava o ritmo frenético de Vegas. Jantamos maravilhosamente bem e depois de um souflé de chocolate encerramos nosso jantar/festa/recepção. Felizes. Muito felizes.





E assim casamos mais, um pouco mais do que casamos todos os dias, desde o dia 22 de fevereiro de 2009. Nos divertimos muito, como nos divertimos no nosso dia-a-dia juntos. E fomos felizes com a nossa cerimônia, como fomos todos os dias até agora. O nosso casamento foi a celebração de uma vida maravilhosa que já temos juntos desde que nos esbarramos na rua no Carnaval carioca. Te amo, meu Fefê.


Te amo minha Leti.




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