sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Meu ano e os nossos próximos


Esperei muito por 2010. Desde o final de novembro. Senti o ano indo embora de fato um pouco antes dele ir.
Meu 2009 foi o mais feliz de todos os anos da minha vida. Mas no final dele tive a sensação de que trinta jamantas tinham passado por cima de mim e dado ré, uma por uma.
Foi um ano de desencaixes, para que a maior coisa fosse construída, sedimentada para só daí ser curtida: a nossa vida dois, ou a quatro.
Me despedi da solteirice sem querer e sem saber, mas como viver solteira pra mim sempre foi uma passagem, vivi cada minuto como se fosse o ultimo. E até isso eu agradeço, porque naquela tarde de Carnaval essa fase foi embora, como algo natural. Como alguém que morre aos 105 anos, porque simplesmente já era hora.
Poucos dias depois eu tinha o Fefê na minha vida, na minha casa, no meu coração, pra nunca mais ir embora. Logo depois já tinha alguém dividindo a casa e a vida comigo. Alguém recém separado, descobrindo novamente uma vida a dois sem nem ter passado pelo processo de se descobrir sozinho. Trazendo duas crianças pequenas, que são os nossos piticos, que ainda bem, logo logo já se sentiam absolutamente em casa, no lugar que de fato é a sua casa.
Passei de uma independente em SP com uma linda cachorra, ou um porco, a uma pessoa absolutamente dependente dessas três outras. Com tudo o que isso traz.
O transito que antes era pra ir num buteco, passou a ser para chegar a tempo de conviver com as crianças acordadas; a empregada que tinha sua vida fácil e erros relevados, passou a ser avaliada no detalhe (para depois ser demitida, e para depois entrar na justiça); a Faisca que era a mais mimada, agora passou a ter um novo dono e duas crianças pequenas, muito mais importantes que ela; o ape confortável em que eu morava para uma pessoa, passou a ser um aperto gigante para um casal, duas crianças, uma empregada e um porco; as amigas que antes tinham toda a minha atenção, passaram a reclamar porque definitivamente eu sumi; minha família que antes tinha uma mulher solteira viajando por ai com amigas, agora tem sobrinhos e netos, que parecem sempre ter estado com eles (além é claro do Fefê, que foi padrinho de casamento do meu pai e já apareceu na família pela primeira vez no dia do batizado do Santi); o apartamento no Morumbi que estava lá por puro investimento virou o nosso super projeto familiar, que visitamos todos os finais de semana e curtimos profundamente; os sábados e domingos muitas vezes inventando o que fazer, passaram a ser ocupados por chupetas, fraldas, Wii, joguinhos, conversas, beijos, abraços, limites e muito mais; mas basicamente passaram a ser aproveitados como adulta a cada 15 dias ou depois das 22h.
E isso foi só o começo.
Mas olhando pra essa vida vejo só amor, amor e amor. Tudo o que eu mais desejei, uma vida plena de amor e felicidade. Hoje vejo que plantei muito bem para ter colhido isso em 2009, pra ter colhido o meu Fefê bem no meio daquele bloco de vinte mil pessoas.
E como em 2009 plantamos juntos, nos adaptamos juntos, acomodamos a vida juntos, e basicamente vivemos juntos, tenho certeza que só colheremos coisas boas. Se a vida foi incrível com as placas tectonicas em movimento e alguns terremotos acontecendo, imagino que maravilha será com sol e céu azul.
Será um ano de pura felicidade. Porque pelos encaixes já passamos, e agora o que nos espera é a nossa vida maravilhosa a dois, a quatro e logo mais a cinco.
Obrigada, meu amor, por me dar absolutamente tudo. Te amo.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

E lá se foi 2009


Nunca fui muito apegado a questão de viradas de ano. Não acho que as coisas mudem de um minuto para outro e que a mesa vira junto com o ano e sempre para o lado mais positivo.

Acho que é uma data de balanço e que uma reflexão do que aconteceu no ano que passou é sempre válida. Tentar enxergar pontos de crescimento e pontos de retração na vida.

2009 foi o ano mais movimentado de toda a minha existencia.
Foi o ano em que me separei, me casei, e fundamentalmente cresci.
Tive a enorme sorte de conhecer a pessoa que serviu de catalizador para esse meu crescimento. Destino, sorte ou acaso colocaram a Leti na minha vida que colocou minha vida nos eixos.

Ganhei uma nova casa, uma nova família e uma nova vida. Foi um ano de transição e reentrada. Duro, desgastante mas foi vencido, com louvor.

Agora é esperar o ano que entra que será de colheita. E como plantamos bem tenho certeza que colheremos bem.

Agradeço por tudo e principalmente a Leti por estar sempre junto de mim criando esse ciclo virtuoso para nós.

Que 2010 seja uma edição revista e melhorada do ano que passou. Será que é possível?

Tenho plena certeza que sim e sei claramente graças a quem. Te amo.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Finados com sol




Nesse último feriado aconteceu o nosso batismo em praias paulistanas.

Já estivemos juntos as areias de Ipanema e foi em um rarissimo finados ensolarado que
fomos a Ubatuba.

Mais precisamente a Praia do Pulso.
Um pequeno trecho do recortado litoral de Ubatuba. Praia quase particular, com acesso apenas pelo mar ou pela restritiva portaria do comndomínio.

Começamos nossos 3 dias que valeram por 10 acordando bem cedo no sabado e caindo na Estrada as 4h00 da manhã.
Viagem tranquila e nossa ximbica nos levou em 3 horas até aquele pequeno pedaço de tranquilidade.

Com direito ao sol nascendo no horizonte e já que a Leti dormia, Shine on Your Crazy Diamond tocando no rádio. Pois é, ela não curte Pink Floyd. Acho que resolvo isso com o tempo.

Chegando a Praia do Pulso, com a ajuda do GPS, “nossos anfitriões”, Maria e Rodrigo descansavam da madrugada na estrada. Ajeitamos nosso quarto e cochilamos por pouco mais de uma horinha.

Acordando um sol esplendoroso brilhava lá fora. Foram três dias de perfeita sintonia e muito tempo junto da minha Leti. Nos tragos, nos rangos e principalmente na cabeça sendo esvazida como uma banheira quando puxamos a tampa.

Passamos os três dias e algumas caipirinhas memoraveis por conta do Rodrigo, Micheladas e Bloody Marys feitos pela Leti e Maria e muito sol, mar e boa música.

Tenho certeza que o perrengue do trânsito na volta será esquecido instantaneamente quando nosso próximo final de semana pintar no horizonte.

Tudo absolutamente perfeito, dando uma boa prévia do astral da nossa noa cabana.
As saudades dos piticos são grandes depois de um tempo longe deles mas amanhã no almoço já irão lá para casa e elas serão devidamente matadas. E logo mais um findi inteirinho junto deles. Já com as baterias devidamente recarregadas.

Obrigado a Maria e Rodrigo. A você Leti, nunca conseguirei agradecer por fazer cadia dia ser melhor que o anterior.

Tenho certeza que com você ao meu lado a previsão para os feriados é de céu azul, sol e muito calor, independente do tempo lá fora.

Beijos!

Fefê.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Reabrindo


Hoje é um dia importante. Tão importante quanto tantos outros, porque estamos felizes e juntos.
É um dia feliz também por ser sexta, por termos os piticos conosco no final de semana, porque ontem fez oito meses desde o dia 22 de fevereiro, carnaval do Rio. Oito meses que são comemorados como oito anos, porque sentimos como se fossem.
Só temos que comemorar. Mas hoje temos uma razão especial, afinal o Fefê assinou aquele papelzinho que faz dele um homem oficialmente livre para a lei brasileira. Pra nós, faz diferença por dois motivos: o primeiro é o fato de acreditarmos que quanto mais resolvida a vida, mais a energia flui; e o segundo é que finalmente estamos reabrindo esse blog. Coisa boa.


* Leti

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Our family


Dei uma navegada num blog de uma designer muuuito bacana que chama Blanca Gomez. Ela é Espanhola e tudo é muuuito bonitinho. O blog é despretencioso e cheio de graça, vale a pena: http://www.cosasminimas.com/

E lá, achei essa ilustração muito linda, que mais parece a nossa familia.

Bjos.

Leti



segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O Rancho

Mais uma ida ao Rio com o meu Fefê. Dessa vez de carro, em compensação ficando no Hotel Everest.
A viagem foi incrível, com muita conversa boa, muita música e eu dormindo durante alguns trechos. Mas contando com a grande compreensão do meu marido/amor/companheiro/amigo. Afinal, tem que ser no mínimo tudo isso pra ver a sua parceira de viagens ali capotada, achar ótimo, e seguir com o bom humor que é só dele.
Mas estou escrevendo pra contar o motivo da nossa viagem: fomos na festa de 30 anos do Rancho Santa Mônica, colônia de férias no RJ à qual o Fefê freqüentou durante toda a sua infância e adolescência. Primeiro como ´rancheiro´ (aprendi a expressão lá) e depois como monitor.
Pra mim ir na festa de comemoração do rancho era natural, e mais do que isso um grande prazer, afinal é parte da vida dele. Lá pelas tantas o Fefê começou a demonstrar alguma preocupação em relação a mim, um certo medo que eu não me sentisse bem porque o assunto seria todo a respeito do passado, das tais mil férias que todos passaram juntos e naturalmente só existiriam assuntos que eu não entenderia. Claro que eu estava tranqüila, afinal não havia problema nenhum em relação a boiar totalmente nos assuntos todos, porque ele estaria lá, comigo, além de vários amigos que agora já considero meus, e além da família que também considero minha. Então tudo certo. Mas preciso confessar que me deu um certo frio na barriga saber que por ali deveriam ter ex-namoraditas, ex-paqueras, ex-coisas quaisquer que poderiam me deixar com um certo ciúme gigantesco. Mas me controlei.
O mais engraçado é que as outras mulheres que não ifrquentavam a colônia de férias também tinham a mesma preocupação, então acabei não me sentindo tão tola, o que foi ainda melhor.
Festa, comida, lugar, e amigos ótimos. Homenagens e vídeos cansativos, mas eu esperava totalmente. Música meio bizarra, ainda assim divertida, mas devidamente esperada também. Mas como sempre o meu Fefê me surpreendeu.
Por mais que ele estivesse num lugar ao qual uma parte de sua vida pertence totalmente, colocou muito da sua energia para me fazer pertencer também. Me chamou para dançar quando estava lá com seus amigos de infância, me olhou o tempo todo, me apresentou para as pessoas, me explicou os assuntos, sentou ao meu lado, dançou, enfim, se dedicou completamente a me fazer ter a melhor comemoração do mundo do rancho Santa Monica e achar aquele um momento inesquecível. Mesmo sendo a primeira vez que me deparava com o assunto colônia de férias na vida (fora naturalmente o que ele havia contado) e mesmo não tendo a mais vaga idéia de como deve ter sido passar a infância lá.
Talvez a atitude toda pareça básica quando se é casado, mas não é. E valorizo absolutamente, porque percebi toda a preocupação em me fazer me sentir bem, toda a consideração extra-plus que só me surpreendeu. E por isso me senti ainda melhor, ainda mais feliz, já eu já estava bem, estava ótima aliás. Afinal eu estaria em qualquer lugar, só porque estava com ele.

*Leti

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Saudade se calcula?

Começei a escrever um comentário no lindo post abaixo mas sinceramente, vale um post inteiro.


Nós dois sabemos muito bem o significado e a importancia da palavra saudade. Uma pessoa iluminada sempre diz que é muito bom sentir saudades e elas são um sinal muito claro do tamanho do amor daqueles que a sentem.


A rotina de trabalho e compromissos faz com que fiquemos longe grande parte do dia. E cada vez que saio pela porta ou deixo a Leti na agência bastam 15 segundos para que as saudades batam e uma vontade enorme de que o dia passe voando toma conta de mim. “Sentir saudades durante o dia é um ótimo sinal”


Nas viagens frequentes da Leti o assunto fica ainda mais sério. A distancia e o fato de não poder voltar para casa e ter ela bem perto de mim me deixam em coma. É como se o blilho da vida se reduzisse, a inensidade das cores diminuisse e a trilha sonora da vida se abafasse. Me coloco quase que em uma terapia ocupacional. Dirijo mais devagar, trabalho mais, corro por mais 15 minutos, vou andando para o trabalho. Tudo para esticar as atividades tentando encurtar o tempo.


Tudo em vão. Os segundos se arrastam e o referencial de tempo é muito mais de um salto de paraquedas do que de uma sala de espera de aeroporto. Cada segundo equivale a horas. E as saudades vão crescendo como na sequencia de Fibonacci. Aumentam a cada dia num sinal evidente do tamanho do meu amor. Que acompanha as saudades e cresce a cada dia.


Junto com a falta e o vazio de não ter a minha Leti ao alcance das mãos tenho a alma cheia de alegria por saber que ela volta, e sempre direto para os meus braços.


Sabado chega já e conseguimos acalentar as saudades, até porque não sou nem louco de matá-las.


Te amo!